segunda-feira, dezembro 12

Mostra de Teatro no Ônibus (críticas)

Duas críticas minhas para a revista da II Mostra de Teatro no Ônibus, da Trupe Sinhá Zózima aqui neste link: https://issuu.com/trupesinhazozima/docs/caderno_iimostradeteatronoonibus_on_83994bc171a3e8

sábado, novembro 26

Exposição Inundação

Entre junho e julho de 2016, participei da exposição Inundação, dentro do Festival Delas, em Jundiaí - SP, com o projeto 30 dias de auto-retratos


quarta-feira, julho 29

30 dias de auto-retratos: Preciso constantemente saber sobre mim

Se a imagem feminina sempre me fascinou, a minha própria imagem me fascina ainda mais.

Decidi cumprir este desafio que eu mesma criei. Durante 30 dias publiquei auto-retratos, feitos com o celular, no Instagram e Facebook.

Mulheres fazendo auto-retratos alimentaram meu desejo pela fotografia desde muito tempo atrás. Desde às descobertas do Flickr até a Francesca Woodman.

Recentemente, li um trecho da biografia da Marina Abramovic que falava o seguinte sobre o Ulay e seu trabalho artístico: "Era um meio dilacerante de descobrir quem ele era, uma vez que não havia ninguém que pudesse lhe dizer".
Também vi algo parecido no texto explicativo sobre a exposição da fotógrafa Vivian Meier, que fazia auto-retratos com a insistência de quem está em busca de si mesma". Talvez, eu esteja nesta mesma busca.

Talvez, fazer retratos não seja o suficiente, mas o meio do caminho também é um lugar para se estar.

Clique na imagem para ver todos os retratos:


domingo, maio 3

Performance "7 maneiras de matar uma pessoa homossexual/transexual"

Realizei esta performance com o ator/cantor/performer Juão Nin no último Cabaret D'água*, dia 24/04/2015. Ela foi inspirada em outra performance, "7 maneiras de matar um mexicano", de Guilhermo Gomez Pena, do grupo La Pocha Nostra.

Na ação, retratamos, através de imagens corporais, sete diferentes formas de se cometer um crime de homofobia/transfobia. São elas: espancando, estrangulando, esfaqueando, apedrejando, baleando, discriminando e suicidando.

Para cada uma das imagens, uma notícia sobre alguma morte por homofobia/transfobia.**

Espancando

Estrangulando

Apedrejando

Baleando

Discriminando

Suicidando


*O Cabaret D'água é um evento de drags realizado pelo Coletivo Estopô Balaio toda última sexta-feira do mês. Ele acontece no bairro do Jardim Romano (periferia paulistana). 

**Os tipos de morte mais comum foram colhidos na página do Grupo Gay da Bahia. Exceto o "Discriminando" e "Suicidando".

quinta-feira, abril 30

Ensaio Fotógrafico: Claridade

2014 foi um ano meio morto de produções. Talvez, estar numa nova cidade tenha feito isso. Talvez, eu só precisasse encontrar o ponto. Ou ter o impulso necessário para encontrá-lo. Acho que a segunda opção... Enfim, fiz meu primeiro ensaio fotográfico de muito tempo (afora as fotos com o Juão Nin para o projeto Androide sem Par).

"Claridade" (e algumas outras fotos que eu fiz) vem pra suprir uma necessidade de auto-retratos e de experimentar na linguagem que eu sempre percebi nas minhas fotógrafas preferidas: delicadeza, corpo, suavidade, impacto. Acho que tenho mais um tempo nisso antes de evoluir para outra coisa.

Clique na foto para ver o ensaio completo no Flickr:



P.S: Estou lendo esse livro incrível da Amanda Palmer, "A Arte de Pedir" e tem esse trecho que parece a descrição perfeita da minha vida agora:

"Durante toda a minha vida, tive dificuldade em me sentir real.

Até pouco tempo atrás, eu não sabia como este sentimento é absolutamente universal. Por muitos anos, eu achei que era a única. Os psicólogos tem um termo para isso: síndrome do impostor. Mas, antes de conhecer esta expressão, cunhei uma: A Patrulha da Fraude.

A Patrulha da Fraude são as forças imaginárias e aterrorizantes dos adultos 'reais' que você acredita - em algum nível subconsciente - que virão bater na sua porta no meio da noite para dizer:

Estamos de olho e temos provas de que você não tem A MENOR IDEIA DO QUE ESTÁ FAZENDO. Você é acusada do crime de dar um jeitinho, culpada de só inventar merda, e na verdade você nem merece seu emprego, vamos levar tudo embora e CONTAR PRA TODO MUNDO.

(...)

Quem trabalha com arte luta diariamente contra A Patrulha da Fraude, pois nosso trabalho é em grande parte novo e escapa a categorias prontas ou convencionais. Quando se é artista, ninguem te diz como ou bate com a varinha mágica da legitimidade. É você que bate na sua própria cabeça com uma varinha que você mesmo fez. E se sente um idiota ao fazer isso.

Não existe o 'caminho certo' para se tornar um artista. Você pode achar que vai ganhar legitimidade se fizer um curso de artes, se for publicado, se for contratado por uma gravadora. Mas, tudo isso é conversa mole e só está na sua cabeça. Você é artista quando diz que é. E é um bom artista quando faz outra pessoa sentir algo profundo ou inesperado".

segunda-feira, abril 27

La Pocha Nostra

Imagem produzida em conjunto com o performer Jota Mombaça. Foto: Ramilla Souza
Conhecia o grupo de performance La Pocha Nostra meio vagamente, sem nunca ter me aprofundado muito no estudo sobre eles. Quando abriram as inscrições para a oficina que eles deram em Santos/SP, mesmo estando perto, por um motivo ou outro, acabei não me inscrevendo. Passados alguns dias de oficina, e com três grandes amigos participando, acabei recebendo um convite pra registrar as imagens que estavam sendo desenvolvidas pelos "estudantes".

Eles precisavam de uma fotógrafa performer. Alguém confiável para estar dentro do processo, respeitando os detalhes do mesmo. Aceitei de bom grado e peguei um ônibus de São Paulo para Santos para três dias que revolucionaram meu mundo.

Com Saul Garcia Lopez no meu "estúdio fotográfico"
Estar ali não só me lembrou sobre performance, sobre essa necessidade em mim, mas também me fez questionar profundamente a fotografia. Percebi o quanto ser alguém que registra e produz tantas imagens para o mundo, talvez não seja o que eu tenha interesse. Sempre busquei uma fotografia mais autoral do que de documental, mas trabalhar com isso diretamente (fora da experiência com o La Pocha) me fez, mais e mais, sentir a esquizofrenia presente na produção de uma profusão de imagens.

O trabalho que me foi proposto por Guilhermo Gomez Pena e Saul Garcia Lopez, ambos membros do La Pocha, foi de que eu criasse uma espécie de estúdio no espaço em que estava acontecendo a oficina e aconteceriam as apresentações. Dessa forma, eu montei esse espaço e os performers montaram suas "imagens". A ideia era de que uma foto seria deles e a seguinte, eu dirigiria. Uma construção conjunta deliciosa.

Deter o olhar, ver, criar. É essa a fotografia que me interessa e que eu busco.

No mais, foram três dias de muito afeto. É essa a minha lembrança dos membros do La Pocha: afeto. Um espaço para tanta experimentação e radicalidade mas, ao mesmo tempo, permeado de respeito e de um incentivo para que você estabelecesse seus limites. Porque como disse o Guilhermo, "a subjetividade é muito mais importante que a objetividade".

Saul cariño y yo
Jota Mombaça. Foto: Ramilla Souza
7 maneiras de matar uma mulher, com Guilhermo Gomez Pena e Jess Balitrônica. Foto: Ramilla Souza



segunda-feira, outubro 13

Lugar de poesias

Meu outro blog reativado ^_^

http://naotemovesdeti.blogspot.com.br


Apartamento 702

Duas postagens sobre o meu trabalho em fotografia no blog Apartamento 702, de Fábio Farias. A página é feita a partir de Natal/RN. Eu ainda reverberando por lá. Que eu possa fazê-lo por muito tempo. Clique nas imagens para ler as matérias completas.





domingo, junho 1

Dois poemas de domingo

Ando correndo pelas coisas
Arrumo minha cama ao levantar
Creio ter perdido algo no caminho
Ou ainda não percebi
Que estou exatamente
Onde deveria estar
No mistério atual da vida
Só preciso manter
Os ouvidos atentos
Curar minhas doenças
Fazer a cama
Todas as manhãs

***

Aprecio tanto seus olhos verdes
Ando dizendo bobagens
Você não me abraça ao deitar?
Faz nossa comida
Comete mais um erro
Contemplamos o nada
O fundo do nosso não-saber
Duas almas
Esperando o fim do mundo

segunda-feira, maio 19

Coisas de Pouca Monta


Estou em exposição, na Pinacoteca Potiguar, junto com a Sofia Bauchwitz. Coisas de Pouca Monta reúne e relaciona as imagens das duas artistas para montar uma exposição delicada e simples (que eu ainda não tive o prazer de conferir hehe). Ficamos em cartaz até o dia 31 de maio.




sábado, novembro 16

Nordeste Psicodélico

Participo da exposição coletiva Nordeste Psicodélico, que tem abertura neste sábado, 16, em Natal/RN, com a imagem "No delicado espaço entre".

Cartaz do evento

No delicado espaço entre

segunda-feira, agosto 19

Perfoda-se: Um documentário sobre performance arte

Ano passado, participei da 2ª edição do Circuito Regional de Performance Bode Arte, em Natal/RN. Realizado de forma independente pelo Coletivo ES3, o Bode Arte reuniu artistas de performance/intervenção de todo o país. Nessa edição, apresentei a performance "Retratos: escolha de uma memória de infância - versão 3" (A primeira versão do trabalho, inclusive, foi apresentada no I Circuito Bode Arte) e o projeto fotográfico Retratos de Infância.

Este ano, foi lançado o vídeo Perforda-se: Um documentário sobre performance arte, fruto do trabalho de conclusão de curso das estudantes de Rádio e TV da UFRN, Williane Gomes e Vanessa Paula Trigueiro.



terça-feira, abril 2

Elefante


Em janeiro, gravei o curta-metragem Elefante (em fase de edição). A direção e o roteiro original são de Jota Mombaça e a captação de imagens de Rodrigo Sena. Foi o meu primeiro trabalho com o audiovisual e já fortemente experimental. A começar pelo roteiro. Jota escreveu o primeiro, que passou para as minhas mãos. A proposta era a de que eu o reescrevesse, acrescentando minhas próprias ideias e referências.


[Uma das minhas contribuições foi a introdução do poema Roteiro do Silêncio, da Hilda Hilst, que é um dos meus preferidos e eu já havia utilizado em uma performance]

Nosso processo de criação teve algumas vivências, na Praça Cívica da UFRN e no Record's Motel, também local de gravação.


Não dá pra explicar sobre o que é Elefante. Eu posso dizer o que significa para mim. Eu acho que é um filme sobre apatia, impotência, silêncio. Talvez, principalmente silêncio porque, de alguma forma, a ideia do silêncio me toca.

Uma das coisas mais legais de ter feito esse filme foi que, logo no começo, eu disse que que queria dançar. Daí a gente tentou construir esse movimento de agonia. Um movimento que era, na verdade, uma paralisia. Eu tive uma série de oportunidades, nas vivências, nas gravações, de procurar essa dança em mim. Foi uma forma de conhecer melhor essas partes transparentes (transparentes porque elas estão bem diantes de nós, mas não vemos) que eu posso extrair do meu corpo.



terça-feira, novembro 13

Confesso

Foto: Richardson Sant'Anna

Me sentar em um local visível com uma cadeira vazia ao lado, ter nas mãos uma caixa com confissões, esperar as pessoas chegarem uma a uma, ler os papeis para elas.

Esperar, chamar a primeira pessoa com um sinal com a mão, olhar as pessoas passarem, muitas, sem se ater a mim. Tentar interagir, tentar estar presente, minha mente foge, eu me canso. Me cansei rápido, rápido para uma performance, 1 hora e meia, foi um bom jeito de recomeçar. Ter dúvidas, como sempre. Me sentir estranha, chorar quando uma determinada pessoa se aproximou, entender porque eu fazia aquilo quando a primeira pessoa se identificou. 'Parece que você está falando de mim e não de você'. É porque nós somos todos parecidos. Eu queria ir embora e queria ficar. Se eu estou perdida, o vento pode me levar pra qualquer lugar. E em qualquer lugar, eu estarei observando.

sábado, julho 28

Descontrole Remoto

Pra não passar em branco, um texto sobre a minha participação na Plataforma Descontrole Remoto. Este projeto é uma parceira entre o Coletivo ES3, de Natal, e performers de Curitiba para o "intercâmbio cultural entre artistas da performance arte do sul e do nordeste brasileiros". Entre eles, o Angelo Luz, que esteve em Natown City para, entre outras coisas, conhecer a produção em performance na cidade. E como legítima (com muito orgulho) representante da linguagem aqui, eu fiz uma pequena apresentação e gravei uma entrevista com ele que fará parte de um filme/documentário.


sábado, junho 23

Retratos de Infância


Retratos de Infância é o meu primeiro projeto fotográfico. O primeiro realizado e as primeiras fotos que deram origem a uma exposição. Elas fizeram parte da programação do II Circuito Bode Arte, pela relação estreita que guardam com a performance. A ideia para realizá-lo, inclusive, surgiu de uma pesquisa desenvolvida para a performance Retratos: escolha de uma memória de infância. E quando falo "pesquisa", eu também estou me referindo ao turbilhão de coisas que nos passam pela cabeça quando estamos envolvidos com alguma temática. De um desses insigths, surgiu este projeto. Clique em 'mais informações' para ler o resto do texto.

sábado, abril 14

Depoimento para Fórum do II Circuito Regional de Performance Bode Arte

"A performance pode ser uma série de gestos íntimos" (Roselee Goldberg)


A produção do Circuito Bode Arte nos solicitou um depoimento em vídeo que respondesse a seguinte pergunta: "Travessias e Cruzamentos do Corpo, Performance e Política: Como pensamos? Como performamos?". Me atendo à questão "como performamos?", primeiro escrevi um texto para chegar à ideia do vídeo. Creio que a forma como eu entendo performance ou como eu concebo a minha performance passa essencialmente por onde eu desloco o meu olhar, o que eu decido esmiuçar e desvelar, não se tratando apenas de um (re)conhecimento, mas também de uma reconstrução. O vídeo está muito ligado ao trabalho desenvolvido na minha performance "Retratos". Abaixo, vídeo e texto. Ambos foram postados no Grupo do fórum de performance, no Facebook.


sexta-feira, abril 6

Então, a escrita: Relato da 2ª apresentação de Retratos: escolha de uma memória de infância


Vou escrever sempre. A cada vez que apresentar, durante os processos de criação, enfim, sempre. Tenho notado como escrever é uma extensão do criar e do vivenciar. É quando eu consigo mastigar e absorver tudo o que aconteceu, o que foi produzido e, ao mesmo tempo, ter novos insigts e direcionamentos.

Muitas ideias tem estado na minha cabeça durante o processo de re-criação para esta apresentação. Digo, recriação porque "Retratos" já havia sido criada uma vez e apresentada ano passado. Mas, agora, houve uma série de mudanças de idéias e objetivos e, com isso, um novo processo de criação. Ele durou de fevereiro ao fim de março. Apesar de eu ter sido contemplada com o Cena Aberta em setembro, por um motivo ou outro, adiei essa retomada.