Ando correndo pelas coisas
Arrumo minha cama ao levantar
Creio ter perdido algo no caminho
Ou ainda não percebi
Que estou exatamente
Onde deveria estar
No mistério atual da vida
Só preciso manter
Os ouvidos atentos
Curar minhas doenças
Fazer a cama
Todas as manhãs
***
Aprecio tanto seus olhos verdes
Ando dizendo bobagens
Você não me abraça ao deitar?
Faz nossa comida
Comete mais um erro
Contemplamos o nada
O fundo do nosso não-saber
Duas almas
Esperando o fim do mundo
domingo, junho 1
segunda-feira, maio 19
Coisas de Pouca Monta
Estou em exposição, na Pinacoteca Potiguar, junto com a Sofia Bauchwitz. Coisas de Pouca Monta reúne e relaciona as imagens das duas artistas para montar uma exposição delicada e simples (que eu ainda não tive o prazer de conferir hehe). Ficamos em cartaz até o dia 31 de maio.
sábado, novembro 16
Nordeste Psicodélico
domingo, outubro 20
quinta-feira, outubro 10
segunda-feira, agosto 19
Perfoda-se: Um documentário sobre performance arte
Ano passado, participei da 2ª edição do Circuito Regional de Performance Bode Arte, em Natal/RN. Realizado de forma independente pelo Coletivo ES3, o Bode Arte reuniu artistas de performance/intervenção de todo o país. Nessa edição, apresentei a performance "Retratos: escolha de uma memória de infância - versão 3" (A primeira versão do trabalho, inclusive, foi apresentada no I Circuito Bode Arte) e o projeto fotográfico Retratos de Infância.
Este ano, foi lançado o vídeo Perforda-se: Um documentário sobre performance arte, fruto do trabalho de conclusão de curso das estudantes de Rádio e TV da UFRN, Williane Gomes e Vanessa Paula Trigueiro.
Este ano, foi lançado o vídeo Perforda-se: Um documentário sobre performance arte, fruto do trabalho de conclusão de curso das estudantes de Rádio e TV da UFRN, Williane Gomes e Vanessa Paula Trigueiro.
terça-feira, abril 2
Elefante
Em janeiro, gravei o curta-metragem Elefante (em fase de edição). A direção e o roteiro original são de Jota Mombaça e a captação de imagens de Rodrigo Sena. Foi o meu primeiro trabalho com o audiovisual e já fortemente experimental. A começar pelo roteiro. Jota escreveu o primeiro, que passou para as minhas mãos. A proposta era a de que eu o reescrevesse, acrescentando minhas próprias ideias e referências.
Nosso processo de criação teve algumas vivências, na Praça Cívica da UFRN e no Record's Motel, também local de gravação.
Não dá pra explicar sobre o que é Elefante. Eu posso dizer o que significa para mim. Eu acho que é um filme sobre apatia, impotência, silêncio. Talvez, principalmente silêncio porque, de alguma forma, a ideia do silêncio me toca.
Uma das coisas mais legais de ter feito esse filme foi que, logo no começo, eu disse que que queria dançar. Daí a gente tentou construir esse movimento de agonia. Um movimento que era, na verdade, uma paralisia. Eu tive uma série de oportunidades, nas vivências, nas gravações, de procurar essa dança em mim. Foi uma forma de conhecer melhor essas partes transparentes (transparentes porque elas estão bem diantes de nós, mas não vemos) que eu posso extrair do meu corpo.
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