Foi para esse título que o próprio Trevor Brown traduziu o nome da minha instalação e fez um comentário em seu blog. Nem preciso dizer que fiquei extremamente feliz, lisonjeada e, ligeiramente, histérica. Mentira! Eu fiquei muito histérica.
Aqui
Eu costumo dizer que a internet salvou minha vida. E é verdade. Seja isso bom ou ruim, boa parte das minhas referências artísticas são de coisas que eu pude ver na rede. O que podia fazer uma garota inquieta e enfadada de morar em uma cidade pequena? Muita coisa, eu sei. Os caminhos podiam ser muitos. Mas, o meu caminho foi pesquisar coisas distantes de mim porque, em determinado momento, não havia nada por perto com o qual eu me identificasse.
E foi assim com o Trevor. Eu vi em algum lugar, procurei no Google, passei dias pesquisando, colei a imagem de uma garota amputada no mural do meu quarto e pensei que não há nada de errado com o que nós somos, seja o que for.
Mais tarde, como eu já disse aqui, as imagens viraram referência de pesquisa no "O que está aqui está em todo lugar". Porque era aquilo que traduzia exatamente o que eu sentia e queria dizer. E se ele expôs, por que eu não?
Por isso, eu digo que a internet salvou minha vida. E em parte é verdade. Eu sou uma filha legítima de uma geração em que o local não é, necessarimente, o fator preponderante na construção das referências (seja isso bom ou ruim, mais uma vez).